Resumo
Introdução: estudantes da área da saúde estão expostos a condições que exigem tomada de decisões rápidas, presenciam situações que limitam a vida e condições que geram ansiedade pela própria doença ou condição do paciente. Objetivo: Avaliar o estresse auto percebido em uma amostra de estudantes de odontologia e avaliar sua relação com os fatores sociodemográficos e a qualidade de vida. Método: Foram incluídos no estudo 197 estudantes de odontologia, maiores de 18 anos, de ambos os gêneros. Foram utilizados questionário de característica sociodemográficas e da escala de estresse percebido (EEP), Perceived Stress Questionnaire (QEP) e WHOQOL Bref. Os dados foram analisados através da estatística descritiva e modelo de regressão linear múltiplo, com nível de significância de 5%. Resultados: A média (desvio-padrão) de idade foi de 20,48 (2,64); enquanto para EEP foi 30,70 (7,58) e para o QEP foi de 0,49 (0,17). O modelo de regressão linear demonstrou que em relação ao EEP, o gênero feminino demonstrou um aumento em 5,9 (p<0,01) quando comparado ao gênero masculino; ter transtornos depressivos aumenta em 4,29 (p<0,01) o escore comparado aos que não tem. A presença de transtornos depressivos impactou o domínio físico e psicológico do WHOQOL Bref (p<0,01). Conclusão: A partir dos resultados obtidos conclui-se que estudantes de odontologia do gênero feminino são aquelas que apresentaram transtornos depressivos e escores mais elevados de depressão, com impacto nos domínios de qualidade de vida sugerindo que a abordagem psicológica em estudantes de odontologia deve ser considerada.
