Comunicação assistencial na relação médico-paciente em casos de doenças silenciosas
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Palavras-chave

Comunicação assistencial
humanização do cuidado
relação médico-paciente
doenças silenciosas
literacia em saúde

Como Citar

Sauongo, M. D. F. H., & Francisco, C. de J. A. (2026). Comunicação assistencial na relação médico-paciente em casos de doenças silenciosas. CERES – Health & Education Medical Journal, 4(1), e107. https://doi.org/10.62234/ceresv4n1-001

Resumo

Introdução: Esta pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem exploratória-descritiva, analisa o impacto da comunicação assistencial na humanização da relação médico-paciente em casos de doenças silenciosas, com destaque para o Hospital Provincial do Cuanza-Norte “Dr. António Agostinho Neto”, em Angola. Objetivo: O principal objetivo é analisar o impacto da comunicação assistencial na humanização da relação médico-paciente em casos de doenças silenciosas. Metodologia: Utilizou entrevistas semiestruturadas aplicadas a médicos e pacientes portadores de doenças crónicas não transmissíveis, como hipertensão arterial e diabetes mellitus. Resultados e Discussão: A pesquisa revelou que a qualidade da comunicação influencia significativamente a confiança, a aceitação do diagnóstico e a adesão terapêutica. Observou-se que a escuta ativa, a empatia e a clareza linguística fortalecem o vínculo terapêutico, enquanto barreiras como linguagem técnica excessiva, tempo limitado de consulta e baixa literacia em saúde reduzem a eficácia da comunicação. Conclusão: Conclui-se que a comunicação assistencial é uma ferramenta terapêutica essencial para a humanização do cuidado e a eficácia do sistema de saúde angolano, exigindo políticas públicas e formação médica orientadas para competências comunicacionais e sensibilidades linguísticas e cultural.

https://doi.org/10.62234/ceresv4n1-001
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