Abstract
Introdução: O uso da endoscopia revolucionou o campo da gastroenterologia, auxiliando principalmente no diagnóstico, monitoramento e gerenciamento de distúrbios gastrointestinais. O procedimento realizado tem como principal vantagem não necessitar de intervenção cirúrgica exploratória invasiva para auxiliar no diagnóstico, expondo o paciente ao risco menor de complicações, como má cicatrização e infecções bacterianas no período pós-intervenção. Para diminuir ou anular o risco de contaminação de um paciente para o outro, devem ser seguidos protocolos rígidos de desinfecção. Objetivo: O estudo abordou os principais riscos de infecções, oriundos do reprocessamento inadequado do endoscópio para o operador e o paciente. Assim, foi realizada uma revisão integrativa, afim de apontar para os fatores de riscos que contribuem com a infecção durante e após o reprocessamento endoscópico, analisar quais foram os avanços nas técnicas de desinfecção utilizadas e, por fim, recomendar medidas que possam aumentar as medidas de biossegurança. Métodos: Para a execução do trabalho, foram consultados artigos e protocolos oriundos das bases de busca como: Google acadêmico, Lilacs e Pubmed, publicados no período de 2013 a 2023. Resultados: A busca inicial identificou 78 artigos (N = 78); quando aplicados os critérios de exclusão, foram excluídos 69 artigos (N=69) e, foram utilizados para esta revisão 9 artigos (N=9). Conclusão: Foi possível contribuir, com esta proposta de pesquisa, para a difusão de um conhecimento técnico-científico que ajude os profissionais da saúde a tomarem providências e reflexões pertinentes acerca do reprocessamento do aparelho endoscópico e seus acessórios.
