Saúde Mental no Trabalho: Um Relato de Experiência de uma Roda de Conversa com Agentes Comunitários de Saúde
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Palavras-chave

Saúde mental
saúde ocupacional
agentes comunitários de saúde
esgotamento psicológico

Como Citar

Anjos, P. A. C. dos, Brandão, Y. F., Castro, G. A. de, Torres, L. R. S., Gomes, M. F. T., Silva, S. de A. A. e, & Sena, J. N. de. (2025). Saúde Mental no Trabalho: Um Relato de Experiência de uma Roda de Conversa com Agentes Comunitários de Saúde. CERES – Health & Education Medical Journal, 3(2), e72. https://doi.org/10.62234/ceresv3n2-001

Resumo

Introdução: A OMS define saúde mental como um estado de bem-estar e funcionalidade. Dentro desse conceito, a saúde mental do trabalhador da saúde merece atenção, especialmente dos ACSs, expostos a cargas horárias excessivas, sofrimento alheio e, recentemente, aos impactos da pandemia. Diante disso, foi proposta uma roda de conversa como forma de abordar esse tema com os profissionais, promovendo escuta, reflexão e conscientização em um espaço acolhedor. Objetivo: Relatar a realização de uma roda de conversa sobre saúde mental com ACSs de uma UBS de Fortaleza, organizada por estudantes de Medicina da UNIFOR. Relato da Experiência: Durante o estágio na UBS, os alunos notaram que, apesar do bom acompanhamento dos pacientes, os próprios profissionais da unidade, especialmente os ACSs, apresentavam sinais de sofrimento psíquico. Após análise, foi planejada uma roda de conversa com foco em saúde do trabalhador. Foram utilizados materiais educativos e QR Code com informações úteis. A roda aconteceu com 6 ACSs e 1 funcionária, gerando discussões profundas sobre estresse, sobrecarga, papel social, violência doméstica e dificuldades emocionais. Os relatos foram espontâneos e sinceros, revelando demandas latentes não abordadas no cotidiano profissional. Reflexão da Experiência: Três eixos principais surgiram: estresse parental, violência na infância e síndrome de burnout. Cada um impacta diretamente o bem-estar dos ACSs, que enfrentam desafios emocionais e físicos, agravados pela proximidade com a comunidade. Conclusões: A roda alcançou seus objetivos, proporcionando um espaço de escuta, acolhimento e partilha. A experiência revelou a necessidade de ampliar o cuidado com a saúde mental dos ACSs, diante da sobrecarga emocional e da invisibilidade de suas demandas. Além disso, a atividade foi enriquecedora para os alunos, ao desenvolver habilidades como empatia, escuta ativa e comunicação. Destaca-se a importância de políticas públicas voltadas ao bem-estar desses profissionais e do fortalecimento de ações contínuas de apoio psicológico.

https://doi.org/10.62234/ceresv3n2-001
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