ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CASOS CONFIRMADOS DE LEISHMANIOSE VISCERAL NO ESTADO DA BAHIA ENTRE 2013 E 2022
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Palavras-chave

Leishmaniose Visceral
Antropozoonose
Bahia
Perfil epidemiológico

Como Citar

Correia, E. V. de S., Silva, L. P. S. da, & Jesus, E. E. V. de. (2024). ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CASOS CONFIRMADOS DE LEISHMANIOSE VISCERAL NO ESTADO DA BAHIA ENTRE 2013 E 2022. CERES – Health & Education Medical Journal, 2(3), e58 . https://doi.org/10.62234/ceresv2n3-004

Resumo

Introdução: A leishmaniose visceral (LV) é uma doença zoonótica negligenciada, com distribuição global e alta letalidade na ausência de tratamento adequado. Originalmente rural, a doença se urbanizou devido a fatores como crescimento populacional desordenado e condições habitacionais precárias. Na Bahia, a LV é endêmica, favorecida pelo clima tropical, o que a torna um problema de saúde pública. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos confirmados de leishmaniose visceral na Bahia entre 2013 e 2022. Métodos: Foi conduzido um estudo descritivo e quantitativo, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2013 e 2022. A análise considerou variáveis como distribuição geográfica, sexo, raça/cor, escolaridade e faixa etária. Não houve necessidade de aprovação do Comitê de Ética, pois foram usados dados secundários. Resultados: Entre 2013 e 2022, a Bahia registrou 2.769 casos de LV, sendo o quinto estado com mais ocorrências no Brasil, com média anual de 276,9 casos. A região centro-norte teve o maior número de casos (n=576), e o semiárido foi responsável por 76,34% (n=2.114). O pico ocorreu em 2014 (513 casos). Predominaram os indivíduos do sexo masculino (65,18%) e de cor parda (67,2%). A faixa etária mais afetada foi de crianças de 1 a 4 anos (24,62%). Conclusão: A leishmaniose visceral continua sendo um desafio significativo na Bahia, especialmente entre crianças. É fundamental intensificar ações de controle e realizar mais estudos sobre os fatores que explicam a redução dos casos nos últimos anos.

https://doi.org/10.62234/ceresv2n3-004
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